África
18 de fevereiro de 2022 Moçambique e Malawi preparam ajuda para refugiados moçambicanos
Governo de Moçambique está a trabalhar com autoridades do Malawi para prestar assistência aos refugiados moçambicanos da tempestade Ana no país vizinho. Número de deslocados pode ultrapassar 2.500.


Milhares de moçambicanos foram afetados pela tempestade Ana. Foto: Reprodução R7


POR MARIA JOÃO PINTO


O Governo moçambicano está a trabalhar com as autoridades do Malawi para prestar assistência "o mais breve possível" aos refugiados moçambicanos da tempestade Ana no país vizinho. A garantia é do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), que admite que a ajuda humanitária prestada até agora pelas autoridades do Malawi não é suficiente. 


O INGD aponta um plano de ação conjunto para resolver a situação precária nos centros de acolhimento - incluindo o envio de uma brigada moçambicana ao terreno. Em entrevista à DW África, a porta-voz do INGD, Nelma de Araújo, não confirma o número de moçambicanos deslocados no Malawi, admitindo que possa até ultrapassar os 2.500 apontados por vários meios de comunicação nos últimos dias.


DW África: Vários meios de comunicação apontam para a presença de 2.500 refugiados no Malawi na sequência da tempestade Ana. O INGD confirma este número? 


Nelma de Araújo (NA): O INGD tem, sim, conhecimento de que há refugiados moçambicanos que, após a tempestade tropical Ana, acabaram atravessando a fronteira para o Malawi. São moçambicanos da Zambézia, do distrito de Morrumbala, e da província de Tete, do distrito de Mutarara. Temos a certeza de são moçambicanos e estamos a acompanhar os informes. Mas, em termos de números, ainda há necessidade de se apurar quantas pessoas estão lá.


O jornal O País diz que estes refugiados se queixam de não terem sido contactados pelo Governo ou pela embaixada moçambicana. Há alguma justificação para esta demora?


NA: Eu não teria uma resposta precisa quanto à demora para a justificação. Mas sabemos que quando o Governo tomou conhecimento destes refugiados no Malawi, prontamente teve um encontro com [Ministério] dos Negócios Estrangeiros, com o objetivo de ter um diálogo oficial com o Governo do Malawi. E perceber, conjuntamente, como os dois governos poderão ultrapassar esta questão e prestar a assistência.