África
8 de dezembro de 2021 População do Niassa teme alastramento do conflito de Cabo Delgado
No distrito de Mecula, província do Niassa, 129 famílias abandonaram suas casas após os recentes ataques de insurgentes da província de Cabo Delgado. 520 pessoas estão desalojadas. As autoridades estão no terreno.



POR CONCEIÇÃO MATENDE


Mais de quinhentas pessoas - crianças, jovens e adultos - abandonaram as suas residências em busca de abrigo nas escolas no distrito de Mecula, província do Niassa. As localidades de Matage, Laulala e posto administrativo de Gomba encontram-se vazias devido aos recentes ataques, incluindo sequestros e destruição de casas, alegadamente levados a cabo por insurgentes vindos de Cabo Delgado.


Com a população a refugiar-se no distrito de Mecula, temendo novas investidas, o Instituto Nacional de Gestão e Risco de Desastres criou mecanismos para amparar as famílias necessitadas. O INGD está a distribuir tendas, kits de abrigo, produtos alimentares e de higiene, segundo o delegado Friday João. "Estamos a fazer rastreio e acomodação das famílias, porque antigamente as famílias estavam acomodadas em salas de aulas, estamos a esticar tendas para acomodação das famílias e estamos também a fazer contagem e agrupamento em agregados. Vamos também fazer distribuição de víveres para garantir a alimentação das famílias para os próximos 30 dias."


Refugiados pedem ajuda às autoridades


Um dos refugiados, de nome Samuel Carlos, lança um apelo às autoridades, temendo que os ataques continuem a desabrigar mais famílias: "Estamos a pedir ao Governo para que continue a proteger-nos, porque já morreram demasiados irmãos nossos em Cabo Delgado. Quero agradecer por tudo que estão a fazer pelas famílias aqui: temos, comida, mantas, tendas e muitas outras coisas", disse Samuel Carlos à DW África. 


O administrador do distrito de Mecula, António Joaquim, garante, entretanto, que os ataques dos insurgentes estão a ser controlados pelas forças de segurança.


"Estamos a levar a vida de forma normal. A única coisa anormal é o facto de as pessoas terem fugido das suas localidades, devido ao pânico, e agora estarem aqui na vila", afirma o administrador, assegurando que as autoridades estão a "gerir os deslocados internos". António Joaquim sublinha: "As forças de segurança estão no terreno a fazer o seu trabalho e nós, como gestores, estamos a gerir essa situação."



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