Região Hispânica
23 de março de 2021 Paraguai: mensageiras velozes não deixam a solidariedade parar
A Pastoral Social e dos Migrantes mantém o apoio de acolhida, roupas e cestas básicas a migrantes e pessoas necessitadas no Paraguai, por meio de doações e trabalhos manuais.

 

POR AMANDA ALMEIDA

 

IMPRENSA SCALABRINIANA 

DA REDAÇÃO - SÃO PAULO

 

Na cidade de Santa Rita, no Paraguai, a Pastoral Social e do Migrante, coordenada pela missionária scalabriniana, Irmã Carmem Nuncio, tem realizado diversas atividades durante a pandemia, para manter vivo o apoio aos mais necessitados nesse período conturbado. É uma solidariedade que não para a fim de que vidas sejam salvas.

Atualmente, o Paraguai vive uma situação acentuada de migração interna, com pessoas buscando por emprego e outras necessidades básicas, como médicos, em todo o país. Durante a pandemia, com o fechamento de empresas e comércios, muitas pessoas ficaram desempregadas e aumentou a necessidade de ajuda. 

Acolhida e atendimento médico


Sem espaços físicos para acolhida, as Irmãs abrigam os imigrantes em hotéis, temporariamente, até que consigam se estabelecer na cidade ou até que possam seguir viagem. “Quando os migrantes chegam de outro departamento ou país e pedem hospedagem, pagamos 2 a 5 dias de hotel, até que possam continuar sua viagem ou mesmo um espaço para morar. Procuramos auxiliá-los para que consigam um emprego e os informamos sobre outras necessidades básicas”, conta Irmã Carmem.

A Pastoral Social tem o apoio de uma psicóloga e de uma médica familiar que realizam o acompanhamento dos migrantes. “A psicóloga colabora na formação das mães, na visita às famílias e na escuta. Atualmente, atende na gratuidade às mães e crianças migrantes que necessitam de um acompanhamento especializado”, relata.

Antes da pandemia, a médica familiar atendia gratuitamente, uma vez por semana, as mães e as crianças que não tem condições de buscar outra ajuda. “Por causa da pandemia, ela não pode se acercar à Pastoral, mas atendeu diversas pessoas encaminhadas no seu consultório”, explica Irmã Carmem.

Cestas Básicas 

 

Cestas básicas preparadas pelas Irmãs e voluntárias. 

 

“Durante os primeiros meses da pandemia, de março a maio de 2020, distribuímos às famílias migrantes pobres mais de mil cestas de alimentos, doados por empresas da cidade”. A Pastoral atende mensalmente 150 famílias registradas para receber as cestas, além dos atendimentos diários a grupos familiares não registrados, que recebem comida, remédios e roupas. Os alimentos são arrecadados por meio de doações e com fundos que são conseguidos por meio da venda de remédios naturais, fabricados pelas Irmãs e por voluntárias, e com o dinheiro vindo da realização de feiras de roupas.

Feiras de roupas e remédios caseiros

 

Produção de remédios caseiros para doação ou venda.

 

As feiras são realizadas três vezes por ano, com roupas doadas às Irmãs pela população, que são vendidas a um preço acessível. “Tudo o que é arrecadado, também é aplicado na compra de alimentos, fabricação dos remédios naturais e ajuda a pessoas doentes ou que precisam de passagem para se deslocarem, sobretudo quando a necessidade é saúde”.

Além das roupas, as Irmãs também recebem doações de móveis, louças e eletrodomésticos, que são repassados a famílias que chegam a Santa Rita e precisam montar sua moradia. Diariamente, a Pastoral Social é procurada por migrantes e indígenas em busca de roupas, alimentos e remédios, que são doados ou vendidos.  “As pessoas que podem pagar, recebemos (o dinheiro) sempre em vista da compra dos alimentos. Para muitos pobres, as roupas e os remédios são doados”.

Apoio a mulheres e crianças migrantes

 

Encontro formativo com mulheres migrantes antes da pandemia

 

Antes da pandemia, eram realizados encontros formativos mensais com as mulheres migrantes, com diversos temas desenvolvidos pela psicóloga voluntária.  Nesses momentos, também era oferecida uma merenda para as mães e seus filhos.

Atualmente, estão sendo planejadas atividades de auto sustento para as mulheres, como pintura, confecção de bolsas, sabão caseiro, pintura em panos, entre outros. Porém, devido às limitações da pandemia, estão sendo realizadas apenas a entrega dos alimentos, lanches e orientações a respeito da prevenção do Covid 19.

“Com as crianças, que são filhas destas mães que buscam ajuda, também mensalmente, eram reunidas com dinâmicas próprias”, conta Irmã Carmem. Apesar de não ser possível reunir as crianças, as voluntárias responsáveis procuram atendê-las indiretamente com informações sobre os cuidados na saúde e entregam mensalmente um pacote de guloseimas oferecidas por famílias da cidade.

 

 

Fonte: Imprensa Scalabriniana


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