África
10 de março de 2021 Tunísia: Ao menos 39 migrantes morreram em naufrágios
Em 2020, o número de migrantes que morreram no Mediterrâneo chegou a 1.200, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações.

Naufrágios na Tunísia matam 14 migrantes - MMO

 

POR LARISSA FREIRE

IMPRENSA SCALABRINIANA

 

De acordo com o último relatório divulgado pelo Ministério da Defesa da Tunísia, nesta última terça, foram confirmadas 39 mortes de migrantes clandestinos em dois naufrágios na costa do país. Os outros 165 foram resgatados.

 

Esses candidatos ao exílio, de países africanos diferentes, haviam partido durante a noite para tentar chegar ilegalmente à Europa, mas acabaram sendo avistados pela guarda costeira na costa de Sfax, no leste da Tunísia.

 

Dentre os que morreram foram contabilizados pelo menos nove mulheres, quatro crianças e um homem, segundo o porta-voz da Guarda Nacional, Houcem Eddine Jebabli, acrescentando que as buscas “ainda estão em andamento para encontrar outros sobreviventes e corpos”.

 

O último ano foi marcado por um aumento de partidas desse tipo no Mediterrâneo central, a rota migratória mais mortal do mundo para candidatos ao exílio na Europa.

 

As embarcações continuam zarpando todos os dias, apesar das difíceis condições climáticas. Entre 1º de janeiro e 21 de fevereiro, 3.800 migrantes chegaram ilegalmente à Itália por mar, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), incluindo quase mil via Tunísia e 2.500 via Líbia.

 

Neste ano, “continua o aumento das partidas” a partir da Tunísia, ressalta Romdhane Ben Amor, do Fórum Tunisino de Direitos Econômicos e Sociais.

 

Esta ONG tunisina contabilizou 94 barcos interceptados desde o início deste ano e 1.736 pessoas detidas antes de embarcarem, aproximadamente o dobro em comparação com o mesmo período do ano anterior.

 

Como costuma acontecer no inverno, quando a travessia é mais perigosa e um pouco mais barata, a proporção de migrantes estrangeiros é relativamente alta. Em janeiro e fevereiro, 54,9% das pessoas detidas vinham da África Subsaariana, de acordo com a ONG.

 

Os tunisianos são, no entanto, a primeira nacionalidade a chegar ilegalmente à Itália, com 12.000 deles tendo desembarcado em 2020, de acordo com o ACNUR.

 

Mas a proporção de estrangeiros que saem da Tunísia aumentou nos últimos dois anos, de acordo com o FTDES. A ONG aponta que 30% das 13.000 pessoas detidas em 2020 por imigração irregular eram da África Subsaariana, contra 8 a 11% entre 2011 e 2016.

 

Vinte e dois migrantes de diferentes países africanos que partiram Sidi Mansour (leste), não muito longe de Sfax, foram dados como desaparecidos em fevereiro e outros 25 foram resgatados pela Marinha tunisiana cerca de cem quilômetros a noroeste da ilha italiana de Lampedusa.



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