África
26 de fevereiro de 2021 Violência em Cabo Delgado leva 1,3 milhão a precisar de ajuda em Moçambique
Província do extremo norte viu crescerem assassinatos, decapitações e sequestros em 2020; agências humanitárias querem incluir províncias vizinhas de Niassa e Nampula em seus apelos; cerca de 950 mil moradores passam fome severa.


Grupo de deslocados na capital de Cabo Delgado, Pemba. foto: OIM/Matteo Theubet

 

Cerca de 1,3 milhão de pessoas precisam de auxílio humanitário e proteção devido à insegurança na província moçambicana de Cabo Delgado. As Nações Unidas estimam que a situação tem impacto em regiões vizinhas como Niassa e Nampula. 

A comunidade humanitária já vinha mobilizando cerca de US$ 254 milhões para atender as necessidades urgentes de 1,1 milhão de afetados em 2021. 

Violência  


Até o final do ano passado, as três províncias do norte tinham cerca de 670 mil deslocados internos. Destes, aproximadamente 580 mil deixaram suas casas devido a centenas de incidentes violentos. 

Os casos de assassinatos, decapitações e sequestros alastraram-se a outras áreas. Em Cabo Delgado, forças de segurança nacionais realizam operações militares para conter grupos terroristas islâmicos. 


Nas três províncias, 950 mil habitantes enfrentam fome severa, segundo a análise da Classificação da Fase Integrada de Segurança Alimentar. Fatores como conflito e deslocamento têm um efeito negativo sobre os meios de subsistência e mercados.  

A insegurança também aumentou o custo dos produtos básicos, especialmente nas áreas mais afetadas pelo conflito incluindo Palma, Macomia e Mocímboa da Praia. 

Apesar de as comunidades anfitriãs abrigarem 90% dos que fugiram do conflito, a situação coloca “enorme pressão” sobre os já escassos recursos nessas áreas. 

Doenças  


Os deslocados também sofrem com um novo surto de cólera que já matou pelo menos 55 pessoas. A equipe nacional da ONU confirmou que mais de 4,9 mil casos foram relatados até meados deste mês em diferentes distritos. 

Outra prioridade da ação humanitária é evitar doenças transmitidas pela água. Nessas regiões, os sistemas de água estão sobrecarregados e falta combustível. 

Com a insegurança foram destruídas 36% das unidades de saúde de Cabo Delgado. Em distritos como Mocímboa da Praia, Macomia, Muidumbe e Quissanga não há mais instalações de saúde. 

A situação afeta os esforços para oferecer cuidados nas áreas sexual e reprodutiva, atividades de imunização, acesso a antirretrovirais para pessoas vivendo com HIV e tratamento da tuberculose. 

 

Imprensa Scalabriniana com ONU News



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