África
15 de fevereiro de 2021 Angola tem mais três anos para sair da categoria de país menos avançado
Assembleia Geral adotou período preparatório excepcional tendo em conta fatores como vulnerabilidades na economia e recessão de seis anos; processo continuará tendo o apoio da Nações Unidas e parceiros em diferentes níveis de cooperação.

Banco Nacional de Angola, em Luanda 

 

A Assembleia Geral das Nações Unidas adiou por três anos a graduação de Angola da categoria de país menos avançado(PMA). 

Nesta quinta-feira, o órgão adotou a resolução A/75/L.5 concedendo ao país, “a título excecional, um período preparatório adicional de três anos antes da data efetiva de graduação”. 

 

Transição Suave  

 

Durante durante o período de tempo adicional de preparação, Angola continuará tendo a estratégia nacional de transição suave apoiada pelo sistema das Nações Unidas, em cooperação com parceiros de várias frentes. 

Em declarações à ONU News, de Genebra, o chefe da Sessão dos Países Menos Avançados da Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, Rolf Traeger, aspetos relevantes considerados na extensão desta transição. 

 

“As principais razões dessas dificuldades são a concentração excessiva da economia de Angola em poucos setores, especialmente no setor do petróleo que constitui 93% das exportações. Com o fato que houve uma queda brutal dos preços do petróleo ao longo dos anos 2010, Angola foi muito afetada negativamente por isso.” 

Medidas 


Em 2019, a Assembleia Geral estabeleceu fevereiro de 2021 como o prazo para a saída da economia angolana do estatuto de País Menos Avançado. Traeger explica como essa medida tem reflexo para economias no mesmo estágio. 

"Diz-se frequentemente que eles vão deixar de ser Países Menos Avançados para serem Países de Renda Média. Esse não é o caso, porque Angola já deixou de ser País de Renda Baixa em 2003. Quer dizer que a partir de 2004 tornou-se um país de Renda Média. Angola já é um País de Renda Média e espera-se que o continue sendo, apesar de ser um PMA.” 

Pela nova decisão, o maior órgão deliberativo da ONU realça o compromisso com o processo de graduação das nações menos avançadas e incentiva as medidas de transição suave. 

 

?Recessão

 

A Assembleia Geral considera o fato de Angola, como país menos desenvolvido dependente de commodities, continuar a ser altamente vulnerável às flutuações de preços e enfrentar “uma recessão econômica recorrente por seis anos consecutivos.” 

O documento realça ainda que é importante que o Governo de Angola acelere a diversificação econômica para “reduzir o impacto negativo causado aos principais indicadores econômicos e salvaguardar a redução das vulnerabilidades sociais”. 

  

A Assembleia-Geral expressa “grande preocupação” com “a redução da receita decorrente da queda nos preços das commodities e o impacto negativo na vulnerável economia de Angola da crise global gerada pela Covid-19.” Esses fatores “perturbaram ainda mais o progresso do desenvolvimento sustentável do país”. 

O órgão declarou ainda ter “profunda apreensão” com a prolongada recessão econômica que Angola tem enfrentado e as vulnerabilidades socioeconômicas agravadas pela crise global desencadeada pela pandemia. 

 

Imprensa Scalabriniana com ONU



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