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8 de fevereiro de 2021 Cerca de 4,16 milhões enfrentam risco de mutilação genital feminina em 2021
Covid-19 pode agravar exposição de milhões de meninas e mulheres; cerca de 200 milhões sobrevivem a prática nefasta; nações com vítimas podem chegar ao triplo dos 31 países onde casos da prática estão atualmente registrados.

 

 

As Nações Unidas marcaram o dia 6 de fevereiro de 2021 como o Dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina. De acordo com a organização, em muitas comunidades existe uma crença de que o procedimento, aliado ao casamento precoce, possa aumentar a probabilidade da vítima se casar. 

Efeitos 


O Fundo da ONU para a População, Unfpa, estima que mais de 200 milhões de mulheres e meninas em 31 países sobreviveram à mutilação genital. Dados recolhidos em estudos informais, relatos da mídia e outras análises apontam que a prática pode estar presente em mais de 90 países. 

 

De acordo com a agência, somente este ano estima-se que 4,16 milhões de meninas e mulheres correm o risco de enfrentar mutilação genital em todo o mundo.

Com as restrições devido à Covid-19, as vítimas da prática podem ser 2 milhões a mais do que os casos que teriam sido evitados até 2030.

Infância  


O procedimento consiste em remover parcial ou totalmente a genitália externa feminina ou causar outro dano a esses órgãos. Não existem razões médicas para realizar a prática, que ocorre com frequência entre a infância e os 15 anos de idade.

Mesmo sem benefícios para a saúde, os efeitos imediatos e a longo prazo envolvem infecções e cicatrizes fora do normal, dor debilitante ou morte. 

 


Pobreza 


A ONU Mulheres e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, apontam que o problema pode piorar com a previsão de que 96 milhões de pessoas podem ser empurradas para a pobreza extrema em 2021. ?

 

Nesse cenário, o receio é que a mutilação genital feminina e o casamento infantil sejam usados como mecanismos para aliviar as incertezas. As meninas e os grupos marginalizados correm um risco ainda maior. 

O fechamento de escolas propicia mais “oportunidades para se realizar a mutilação genital feminina em casa, o que aumenta o risco de complicações de saúde, bem como a transmissão de Covid-19”. 

Organizações  


A ONU Mulheres pede que a data seja um momento para promover mudanças e que haja mais espaço e influência contra a prática, financiar medidas que ajudem a combater o problema e incentivar organizações femininas a fazê-lo. 

A agência quer maior responsabilização em ações comunitárias e de Estado, apoio aos serviços de saúde e sociais para sobreviventes além de espaço para que meninas e adolescentes decidam sobre suas vidas e corpos. ?

 

Imprensa Scalabriniana com ONU



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