Mundo
5 de fevereiro de 2021 Joe Biden cria grupo para reunificar famílias de imigrantes separadas nos EUA
Há expectativa de que o democrata revogue outras medidas de seu antecessor, Donald Trump, em relação à imigração

Foto: Anistia Internacional

 

POR RODRIGO BORGES DELFIM 

MIGRAMUNDO

 

“Estou eliminando políticas ruins”. Assim o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou a repórteres na Casa Branca quando assinou decretos na última terça-feira (2) que revogaram algumas medidas do seu antecessor, Donald Trump, quanto à imigração.

Uma das medidas é a criação de uma força-tarefa para promover a reunificação de familiares separados por políticas de imigração adotadas pela gestão anterior. Esse grupo irá reunir representantes dos imigrantes e do governo para buscar maneiras de reaproximar parentes e crianças que perderam contato, além de tomar medidas para garantir que essa prática não ocorra mais.

A separação de famílias de imigrantes foi um das grandes polêmicas do governo Trump, que tinha no rechaço à imigração — incluindo a documentada — como uma de suas principais bandeiras.

Logo ao tomar posse, em 20 de janeiro, o democrata assinou outras seis ordens referentes à imigração, incluindo a suspensão das obras de ampliação do muro na fronteira com o México — outra bandeira da gestão Trump.

Outras medidas, mais profundas, como um plano para regularizar os cerca de 11 milhões de imigrantes sem documentos — algo semelhante à população da cidade de São Paulo —, são mais complexas e demandam colaboração do Congresso.

Mudança de rota garantida?


Joe Biden venceu a eleição contra Trump tendo como promessa reverter em um curto espaço de tempo várias das medidas polêmicas tomadas pelo seu antecessor. Entre elas estão várias decisões ligadas à questão migratória. Pelo menos até o momento o democrata parece estar em linha com o que declarou na campanha presidencial.

Há um consenso que vê os democratas como mais sensíveis a questões sociais do que os republicanos. No entanto, esse critério definitivamente não se aplica quando o assunto é imigração nos Estados Unidos, como mostra o histórico dos últimos presidentes.

O novo presidente foi vice durante os oito anos de governo de Barack Obama (2009-2017), que chegou a ser apelidado de “chefe das deportações”.

Outro exemplo é o ex-presidente Bill Clinton que, apesar de considerado democrata, os próprios simpatizantes ao partido sentiam tons conservadores em suas propostas migratórias. 

Segundo o Migration Policy Institute, mais de 12 milhões de pessoas foram deportadas durante a gestão de Bill Clinton; mais de 10 milhões de pessoas foram deportadas durante a administração do republicano George W. Bush; mais de 5 milhões de pessoas foram deportadas durante o governo Obama.

Proporcionalmente, um número maior de migrantes foi mandado embora ou retornou ao seu país de origem nos primeiros anos em que Obama governou o país em comparação aos primeiros de Donald Trump: enquanto o democrata deportou 1,18 milhões de pessoas em seus primeiros três anos de gestão, o republicano deportou um pouco menos de 800 mil, segundo o The Washington Post. Este fato foi um dos argumentos de Trump contra Joe Biden, o qual deve carregar o legado de Barack Obama.

 

Imprensa Scalabriniana com MigraMundo



ver mais notícias

Imagens da Semana On Monday, January 25, 373 migrants on board the Ocean Viking were disembarked in the port of Augusta in Sicily. The migrants had been rescued from three different small boats in the space of 48 hours.

Mais imagens
Receba nossa newsletter Assine nossa newsletter e receba novidades por e-mail
Seu E-mail foi cadastrado com sucesso!
OpsSeu E-mail já está cadastrado em nosso newsletter!
ATENÇÃOO formato do e-mail está incorreto.
© Missionárias Scalabrinianas. Todo o conteúdo deste site é de uso exclusivo de Missionárias Scalabrinianas. Proibida reprodução ou utilização a qualquer título, sob as penas da lei. All rights reserved.