Igreja
15 de janeiro de 2021 “As palavras podem tornar-se atos terroristas ou remédios”
A expressão é do bispo de Roma e pontífice da Igreja Católica Romana, Papa Francisco. Ao redigir o prefácio do livro do frei Capuchinho Emiliano Antenucci “Non sparlare degli altri! ”

 

 

POR ROSINHA MARTINS

IMPRENSA SCALABRINIANA

DA REDAÇÃO – SANTO ANDRÉ –SP

 

A expressão é do bispo de Roma e pontífice da Igreja Católica Romana, Papa Francisco. Ao redigir o prefácio do livro do frei Capuchinho Emiliano Antenucci “Non sparlare degli altri! ” (Não caluniar os outros!), publicado pela Editora Effatà, Francisco afirma que a fala como ato terrorista (facas, espadas e balas) são as fofocas e intrigas. "Parte-se do silêncio e chega-se à caridade para com os outros".

 

 

Leia a entrevista concedida à Rádio Vaticano, concedida pelo autor do livro:

 

Este prefácio do Papa foi um belo presente, um grande presente. "Caluniar", como explica Francisco, é de fato, do ponto de vista teológico e também de acordo com os Mandamentos, um ato que vai prejudicar a imagem de beleza que está em cada um de nós. Quando caluniamos, realizamos uma ação não muito diferente da ação de um homicídio, porque - como nos lembra o Papa - não se mata somente com armas, mas também se pode matar com a língua.

 

Em seu prefácio, o Papa afirma que "o silêncio é também a linguagem de Deus". O que isso significa?

 

Na minha opinião, significa que todos nós devemos redescobrir a oração silenciosa, porque o silêncio é como uma sonda que colocamos em nosso coração para escutar o Senhor. Por outro lado - como nos lembra o profeta Elias - escutamos o Senhor "na brisa suave do vento", então o silêncio é um instrumento, um meio, para escutar a voz de Deus que fala dentro de nós.

 

Francisco reafirma um conceito que lhe é caro: usando palavras como bombas, torna-se um terrorista e as palavras, escreve, "podem ser beijos, carícias, remédios ou facas, espadas e balas"...

 

Hoje a "calúnia" é um esporte mundial, praticado em todos os ambientes, mesmo dentro da Igreja. As bombas de que o Papa fala são as fofocas e intrigas, e por isso é importante - como escreve o Santo Padre - que Nossa Senhora do Silêncio "nos ensine o uso correto da linguagem". Refiro-me especialmente àqueles que trabalham na comunicação porque, precisamente, as palavras podem dar vida ou morte, as palavras podem ser muros ou pontes.

 

Gostaríamos de recordar que o santuário de “Nossa Senhora do Silêncio” em Avezzano, do qual o senhor é Reitor, nasceu em maio do ano passado, graças à iniciativa do Papa Francisco...

 

Sim, o Papa escreveu ao meu Superior e ele queria expressamente este Santuário que foi aberto com o decreto do bispo diocesano no dia 13 de maio do ano passado. É um centro de espiritualidade, de silêncio, de oração e de discernimento. Quando tivermos a oportunidade, com o fim da pandemia e os novos decretos governamentais, esperamos retomar os cursos dedicados ao silêncio e ao discernimento. Enquanto isso, o Santuário está aberto e, respeitando o distanciamento social, há celebrações eucarísticas, adoração, confissões e também dias de retiro.

 

Na sua opinião, por que o tema do silêncio se tornou tão importante no magistério do Papa Francisco?

 

Não devemos esquecer que, assim que foi eleito, em 13 de março, há oito anos, diante daquela imensa multidão que todos recordamos na Praça São Pedro, Francisco se apresentou como bispo de Roma e convidou todos a rezar em silêncio por ele, silenciando toda aquela multidão. Mas não foi a primeira e única vez porque em várias ocasiões, audiências e reuniões, mesmo durante as assembleias sinodais, Francisco quis incluir momentos de silêncio. Porém, não são momentos "passivos", são momentos em que cada pessoa volta a si mesma e intercede e reza, porque a oração silenciosa é também uma oração de intercessão pelo povo de Deus.

 

"Quis escrever este livro, não para ser moralista, mas para ajudar a refletir que cada pessoa humana é bela por ser imagem de Deus e toda vez que falamos mal dos outros manchamos a imagem da beleza que há neles", disse o autor em entrevista à Padre Pio TV. Assista.

 



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