Brasil
22 de outubro de 2020 Abraço Cultural integra imigrantes e refugiados
Que tal aprender árabe escutando uma contadora de histórias? Ou espanhol com um grupo de música tradicional cubana? Que tal aprender francês enquanto aprende também um pouco mais da riqueza do continente africano? Assim nasce o Abraço Cultural.

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POR LARISSA FREIRE

IMPRENSA SCALABRINIANA

DA REDAÇÃO

SÃO PAULO 

 

O Abraço Cultural é um projeto, de organização não governamental, que tem refugiados como professores de cursos de idiomas e cultura. Fundado em São Paulo em 2015, chegou ao Rio de Janeiro em 2016, e tem como seus principais objetivos promover a troca de experiências , a geração de renda, e a valorização pessoal e cultural de refugiados residentes no Brasil.

 

Segundo o site do projeto, ao mesmo tempo em que possibilita alunos brasileiros a aprender outros idiomas, também há uma quebra de barreiras culturais e de preconceitos ao trazer vivências de outros países, aproximando diferentes povos em um único lugar.

 

“No Rio de Janeiro e São Paulo, ao todo, temos 34 professores, que são de 13 nacionalidades: Cuba, Benin, Venezuela, Palestina, Egito, Síria, Marrocos, República Democrática do Congo, Togo, Camarões, Nigéria, Uganda e Haiti”, relata Tatiana Rodrigues, coordenadora gerencial do Abraço Cultural do Rio de Janeiro.

 

Línguas como Árabe, Francês, Espanhol e Inglês são disponibilizados. E como um dos objetivos do projeto é gerar renda para que os professores possam reconstruir suas vidas no Brasil, os cursos são pagos.  As inscrições são feitas de forma online no site e na página de inscrição de cada curso.

 

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 Uma nova maneira de ensinar. Foto via https://www.abracocultural.com.br

 

Em meio ao período de pandemia, o Abraço Cultural, que possui sedes presenciais em São Paulo e Rio, oferece cursos online aos alunos, e trabalha com seu próprio material didático, tornando a experiência única. Ou seja, aprender a língua de um jeito diferente.

 

Tatiana explica que as aulas online foram uma adaptação, já que antes de Abril, não oferecia essa modalidade. “Tivemos que formar os professores e escolher a plataforma, e foi um desafio super grande, porque é uma outra maneira de dar aula. A recepção tem sido excelente, os professores têm sentido mais seguros e os feedbacks dos alunos estão cada dia melhores. Muitas rematrículas foram feitas e muitos alunos novos procuraram por nós”.

 

A palavra-chave da sala de aula do Abraço Cultural é comunicação. Por isso, durante as aulas, os alunos se comunicam – falam, ouvem, leem e escrevem – sempre em língua estrangeira. Para que isso aconteça, o projeto se baseia nas diretrizes da abordagem comunicativa e trabalha com situações da vida real. Os professores são capacitados para utilizar diversas técnicas que instiguem a participação em sala de aula, fazendo com que o aprendizado seja envolvente e efetivo.

 

A professora de espanhol, e venezuelana, Iriana Moreno, conta que está no Brasil há um ano e seis meses. Ela entrou no Abraço Cultural no final do ano passado, e a partir de março passou a trabalhar como professora.

 

“Não, eu não era professora, estava estudando História e era funcionária pública. No começo foi um desafio, eu nunca tinha dado aula online e ao mesmo tempo estava começando a dar aula presencial,  mas acabei gostando. E as experiências com o pessoal têm sido ótimas, cada um de nós trabalha e estuda coisas bem diferentes,  e deixa tudo interessante demais!”

 

Quando retornar os cursos presenciais, o aluno terá aulas regulares focadas no idioma e, periodicamente, todos os matriculados são convidados para um workshop de tradições, que pode envolver culinária, dança, literatura, cinema, curiosidades, política e história de um país tema.

 

Além disso, existem diversas maneiras de participar do projeto, seja fazendo algum curso de língua e cultura ou até mesmo doando seu tempo, sendo voluntário, doador ou professor.

 

A ideia é aprender através da cultura do professor. Além de que o aluno se aproxime de diversas culturas e aprenda uma língua de uma forma muito mais completa. Para mais informações acesse o site: www.abracocultural.com.br.

 

Campanha #SomosAbraço

 

Em comemoração aos cinco anos do Abraço Cultural, a campanha #SomosAbraço, se tornou uma forma de celebrar os aprendizados da trajetória do projeto e reforçar a missão de promover a inclusão socioeconômica de refugiados e migrantes ao capacitá-los como professores de idiomas e experiências culturais.

 

Durante os próximos meses diferentes atividades estão sendo programadas nas redes sociais, que serão o ponto de contato com as culturas dos professores, divididas em 4 eixos: Hispanofonia (espanhol), Arabofonia (árabe), Francofonia (francês) e Anglofonia (inglês).

 

O projeto convida a refletir sobre os valores que o guia: inclusão, empatia, respeito, empoderamento, protagonismo e colaboração. Para saber mais, é só ficar de olho nas redes sociais, como Facebook, Instagram e Twitter, que contém informações sobre os refugiados no Brasil e no mundo, além aprender novas expressões idiomáticas, conhecer a origem de palavras que chegaram ao português, receitas culinárias, discussões sobre cinema, heranças afrolatinas e se engajar com a causa do refúgio. 

 

 



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