Brasil
21 de outubro de 2020 Fórum debate dificuldades de migrantes e refugiados
O evento transmite realiza no youtube discussões virtuais sobre políticas públicas para assuntos como saúde, moradia e trabalho.

 


 POR LARISSA FREIRE

 IMPRENSA SCALABRINIANA

 DA REDAÇÃO

 SÃO PAULO 

 

 

As condições de vida, as dificuldades que persistem e os avanços já conquistados em políticas de assistência para migrantes e refugiados no Brasil, estes são os principais temas da 8ª edição do Seminário Estadual do Fórum Permanente de Mobilidade Humana do Rio Grande do Sul (FPMH RS), evento que teve início na última terça e encerra nesta quinta, 22.

 

Durante três dias consecutivos, de 20 a 22 de outubro das 19h às 22h, o canal do fórum no youtube transmite, através de painéis de debates virtuais, abordagens sobre a realidade dos migrantes e refugiados no país, como: saúde e assistência social; moradia, trabalho e renda; língua, cultura e gênero.

 

Estarão presentes no debate o assistente sênior do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur), William Torres;  O coordenador de projetos do escritório de Porto Alegre da agência da ONU para migrações (OIM/ONU Migração), Iurqui Pinheiro; E Georges Feres Kanaan, secretário especial de Articulação Social da Secretaria de Governo da Presidência da República.

 

Entre março de 2018 e maio de 2020, Kanaan foi coordenador operacional adjunto, em Roraima e no Amazonas, da Operação Acolhida, iniciativa estruturada para recepcionar e interiorizar refugiados venezuelanos pelo Brasil.

Também está prevista a participação de migrantes de diferentes nacionalidades nos debates, além de autoridades brasileiras como o Ministério Público do Trabalho (MPT), e entidades de voluntários que atuam em defesa da mobilidade humana.

 

Karin Wapechowski, integrante da coordenação do fórum, explica que, através de um levantamento feito em colaboração com o governo estadual, foi possível identificar que cerca de 53 mil migrantes e refugiados vivem no Rio Grande do Sul.

 

 

foto: Karin Wapechowski, integrante da coordenação do fórum

 

 

“Em maioria, são haitianos, senegaleses e venezuelanos. Em menores quantidades, ganeses e angolanos, entre outras nacionalidades”, disse.

 

Ela também reforça que os venezuelanos, hoje, são considerados refugiados em consequência das perseguições políticas no país caribenho. Já os haitianos e senegaleses têm o perfil predominante do migrante econômico, aquele que vem em busca de oportunidades.

 

“Um dos objetivos do seminário é envolver mais o poder público nas políticas de assistência aos migrantes e refugiados, o que historicamente ficou sob responsabilidade quase exclusiva de sociedade civil, ONGs e organizações religiosas. Queremos compartilhar com as instituições o trabalho que é feito com essas populações há muitos anos em Porto Alegre.”

 

Karen afirma que os fluxos migratórios se intensificaram e as entidades da sociedade civil já não conseguem fazer o trabalho sozinhas. “A ideia é unir forças para buscar soluções junto aos governos municipal, estadual e federal, com a geração de políticas afirmativas de proteção a essas populações. Não dá mais para termos um trabalho amador, precisa ser mais consistente e articulado”.

 

“É preciso trabalhar a mensagem de que o refugiado e o migrante não são fardos à população brasileira. Temos que mostrar que não são um peso. Eles agregam valor a nossas comunidades, seja no mercado de trabalho ou nos aspectos culturais”,diz Karin, ressaltando as dificuldades que a pandemia de coronavírus impôs aos migrantes e refugiados, com demissões e suspensões de contrato de trabalho.

 

Organizador do evento, o fórum foi fundado em 2011, integrado por instituições da sociedade civil, entidades beneficentes, organizações religiosas, Associações de haitianos, de senegaleses e de angolanos, entre outras nacionalidades, que atuam na prestação de assistência aos migrantes e refugiados no Rio Grande do Sul. 



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