África
21 de outubro de 2020 África do Sul: Igreja vai ao encontro dos refugiados
Com a pandemia do coronavírus, Igreja da África do Sul celebra o Dia Mundial do Migrante e Refugiado nas comunidades rurais.

 

 

POR LARISSA FREIRE

IMPRENSA SCALABRINIANA

DA REDAÇÃO

SÃO PAULO

 

Pelo segundo ano consecutivo, a Conferência Episcopal da África do Sul celebra, no primeiro domingo de outubro, o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, que neste ano aconteceu no último dia 4. Devido à pandemia do coronavírus, as celebrações, que eram anteriormente feitas na capital, estão acontecendo nas diversas áreas pastorais da Diocese por meio da Pastoral do Migrante e do Refugiado. “Celebrar esta data durante o mês de outubro em cada comunidade onde se encontra os refugiados é uma forma de se tornar uma Igreja em saída, que vai ao encontro deles", afirma a missionária scalabriniana, Irmã Marizete Garbin.

 

Segundo a religiosa, o coronavírus teve seu lado positivo no sentido de tornar a Pastoral mais criativa, de ajudar a mudar o ritmo da missão. “Antes, celebrávamos este dia com uma grande celebração para a qual convidávamos todas as paróquias, principalmente aquelas das quais fazem parte um grande número de migrantes e refugiados e passávamos o dia juntos com momentos de espiritualidade, teatro, músicas e danças”, explica.

 

Este ano, o Departamento para Migrantes e Refugiados organizou celebrações em paróquias mais distantes, nas zonas rurais, onde residem famílias refugiadas vindas do Zimbabwe, Moçambique, Luanda, República Democrática do Congo e Burundi, que tentam uma vida melhor na África do Sul. 

 

A programação prevê celebrações até o dia 31 de outubro em paróquias dos arredores de Johanesburgo e, segundo a Irmã Marizete, as comunidades não medem esforços para realizá-las bem. “Fomos até a paróquia de São Pedro e São Paulo, a 120 km de Johanesburgo, onde pudemos encontrar muitas pessoas do Malawi, Zimbabwe e de Lesoto. A missa foi celebrada com cantos a partir da cultura deles, uma celebração vibrante. Foi um momento de expressão da fé, de sentir a presença de um Deus migrante, que caminha junto com eles”. Assista ao vídeo: 

 

 

 

A missa em comemoração ao Dia do Migrante e Refugiado foi precedida por entusiasmo, cantos e muita vibração.

 

 “O coração do Departamento são os migrantes e os refugiados, se não vamos até eles, não conseguimos fazer uma caminhada conjunta”, conclui Irmã Marizete.

 

 "Obrigados, como Jesus Cristo, a fugir"

 

 Eveline Mwesa, 18, veio da República Democrática do Congo, onde estudou até o Ensino Médio, quando decidiu buscar melhores condições na África do Sul. “No Congo, meus pais não podiam pagar minhas taxas escolares na Universidade e eu não queria ficar em casa sem fazer nada. Na África do Sul, trabalho como doméstica em Yeoville, um subúrbio de Johanesburgo”, explica.

 

Já Nadine Longo Massampu, 39, veio de Luanda - Angola, onde trabalhava como vendedora e faxineira em uma escola primária. “Deixei meu país para procurar uma vida melhor na África do Sul. Morando aqui, em Yeoville, tive oportunidade de treinar como cuidadora, e atualmente faço estágio no Hospital Wits, onde fiz meu treinamento”.


Fonte: Imprensa Scalabriniana

 

 



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