África
12 de janeiro de 2021 Milhares fogem de violência pós-eleitoral na República Centro-Africana
Uma onda de violência após as eleições presidenciais na República Centro-Africana está forçando dezenas de milhares de pessoas a fugirem de suas casas. E a situação é preocupante. A informação foi dada pela Agência da ONU para Refugiados, Acnur, nesta sexta-feira durante a entrevista a jornalistas em Genebra, sede do Acnur.

 

 Yaye Nabo Sène/Ocha / As saídas teriam começado em 15 de dezembro, duas semanas antes das eleições presidenciais

 

Uma onda de violência após as eleições presidenciais na República Centro-Africana está forçando dezenas de milhares de pessoas a fugirem de suas casas. E a situação é preocupante.

 

A informação foi dada pela Agência da ONU para Refugiados, Acnur, nesta sexta-feira durante a entrevista a jornalistas em Genebra, sede do Acnur.

 

Deslocados internos

 

 

 © Acnur/Ghislaine Nentobo/ Pelo menos 30 mil centro-africanos já cruzaram a fronteira com os países vizinhos: Chade, Camarões, Congo e República Democrática do Congo

 

Pelo menos 30 mil centro-africanos já cruzaram a fronteira com os países vizinhos: Chade, Camarões, Congo e República Democrática do Congo para escapar dos confrontos e ataques. Outras dezenas de milhares se tornaram deslocados internos.

 

A votação de 27 de dezembro deu vitória ao atual presidente centro-africano, Faustin Archange Touadera. A agência da ONU informou que existem 185 mil pessoas dentro do país que haviam fugido como medida de precaução para florestas e matagais. As saídas teriam começado em 15 de dezembro, duas semanas antes das eleições presidenciais. Deste total, 112 mil voltaram à casa, mas o resto continua deslocado.

 

Acesso

 

 

O Acnur disse estar preocupado com relatos de violações dos direitos humanos dentro da República Centro-Africana. A agência pediu aos governos dos países vizinhos que continuem dando acesso e asilo aos refugiados.

 

A maioria das chegadas está sendo acomodada em abrigos improvisados. Os centro-africanos estão precisando de água, saneamento e serviços de saúde para prevenir a Covid-19 e outras doenças.

 

A agência da ONU está cooperando com parceiros e as autoridades locais para apoiar os mais carentes. No Chade, por exemplo, parceria com o Programa Mundial de Alimentos, PMA, e outras entidades ajudaram a construir clínicas móveis para atender os refugiados.

 

Quase 25% da população da República Centro-Africana ou 4,7 milhões estão deslocados desde o final de 2020 incluindo 630 mil refugiados em países vizinhos e a mesma quantidade dentro da nação africana.

 

Imprensa Scalabriniana com ONU News



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