Missão Apostólica "Era estrangeiro e me acolhestes" (Mt 25,35)

111

A origem  da missão é o amor de Deus e o seu fim é revelar a todas as pessoas este amor que se manifesta  em Cristo Jesus, por meio do Espírito Santo. Por dom e graça a irmã scalabriniana testemunha entre os migrantes este kerigma.

Jo 17,21-23
At 10,44-48
AG, 2
RMi 21-22
VC 72
DCE 19
CIC 689-690

     
112

Peregrina e missionária por natureza, a Igreja tem como horizonte o Reino de Deus, do qual é sinal e sacramento. A irmã scalabriniana, memória viva da unidade na diversidade, atuando no mundo da mobilidade humana, de preferência entre os  migrantes, empenha-se no anúncio do Evangelho, revelando-lhes a ternura materna de Deus e da Igreja.

Mt 28,16-20
At 1,8
RMi 16.70.85
MD 21-22
VC 78
PdC 9
VD 99.105
CIC 863-865

     
113

A missão que recebemos da Igreja, em força de nosso carisma, é o serviço evangélico-missionário aos migrantes, preferencialmente os pobres em situação de vulnerabilidade e se concretiza através da pastoral dos migrantes, em diferentes formas, num empenho comum de evangelização profética.

Mt 25,35
At 2,1-13
RMi 20
VC 25
VD 92
Cân.675§3

     
114 A pastoral dos migrantes se concretiza nas várias áreas de atuação: religiosa, educativa, cultural, social e da saúde. Realiza-se através de obras, serviços, atividades que expressam a diversidade e a harmonia do compromisso missionário das irmãs na Igreja e na sociedade.

Mt 10,1-14
1Cor 3,5-15
RMi 69
VC 77
PdC 37

     

115

A missão scalabriniana, por sua natureza comunitária, configura o estilo de vida da irmã e da comunidade. Esta missão realiza-se através da participação e do dinamismo de todas, despertando novas vocações com o seu testemunho de vida e ação apostólica. Trata-se de construir comunidades capazes de viver o dinamismo da comunhão e testemunhá-lo aos migrantes e à Igreja.

Mt 7,17-20
At 5,14
Ef 4,1-6
VC 25
VFC 59
PdC 16

     

116

Inspirando-se nos exemplos de São Carlos Borromeo, do Fundador e Cofundadores, as irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo, Scalabrinianas realizam a missão em fidelidade dinâmica ao carisma scalabriniano, dom do Espírito, o protagonista da missão. Em sua missionariedade caracterizam-se, especialmente, pela acolhida, itinerância, humildade, compaixão, comunhão na diversidade, esperança e confiança na Providência de Deus.

Lv 19,33-34
Mt 25,14-27
Rm 12,4-8
Mq 6,8
EMCC 42
Cân.677

     
117 A união vital com Jesus Cristo é condição essencial da fecundidade apostólica. A irmã scalabriniana integra a dimensão espiritual e missionária do carisma, a contemplação e a ação e testemunha o amor a Deus e aos migrantes.

Lc 11,33-36
Mc 6,45-50
Jo 15,4-10
DCE 7
VC 95.103
PdC 25
Cân.675

     

118

A primeira forma de apostolado é o testemunho de vida consagrada e de pertença ao carisma scalabriniano e, como decorrência, assume as obras e serviços da missão própria com renovado ardor e criatividade.

2Cor 3,1-6
2Tm 1,6
RMi 42
VC 76
Cân.675§3.673

     

119

A fidelidade ao carisma scalabriniano requer de cada irmã abertura à voz do Espírito, atenção aos sinais dos tempos, interpretação da realidade das migrações na ótica da fé, acolhida aos novos rostos da migração e resposta aos clamores dos migrantes.

Mt 16,1-4
Jo 3,5-8
GS 4
VC 73
EMCC 12-14
VD 100.105

     

120

A ação apostólica é integrada na pastoral de conjunto, de acordo com as determinações dos bispos diocesanos. Realiza-se em colaboração com outros institutos, organizações ou movimentos comprometidos com a mobilidade humana, particularmente com quem partilhamos o carisma: os Missionários de S. Carlos, as Missionárias Seculares Scalabrinianas e os Leigos Missionários Scalabrinianos.

Rm 12,3-8
1Cor 12,12-30
VC 74
PdC 31
VFC 60-62
EMCC 86
CIC 871.
897-900
Cân. 678

     
121

A Congregação assume Organismos e Instituições próprias como instrumentos que auxiliam no exercício de sua missão na Igreja e na sociedade.

 
     

122

No planejamento de nossa ação missionária adotamos a metodologia participativa.

Ex 18,13-27
1Ts 3,1-10
1Cor 12,4-11
RMi 82

     
 

CAPITULO ÚNICO
PASTORAL DOS MIGRANTES

 
     

123

A missionariedade scalabriniana caracteriza-se como uma pastoral específica e especializada, dialógica e comunional, organicamente integrada na pastoral ordinária da Igreja local, em ações articuladas orientadas à pessoa do migrante em todas as suas dimensões. Empenha-se, também, na sensibilização da Igreja e da sociedade quanto à realidade das migrações.

Mt 25,35-40
RMi 58
EMCC 37-43
VD 107

     

124

Na ação pastoral reconhecemos o migrante como sujeito de sua própria história, protagonista de seu caminho de fé, promotor de unidade entre os povos, evangelizador e construtor providencial de uma nova sociedade.

Jo 5,6-9
Lc 13,29
EMCC 103

     

125

O diálogo ecumênico, interreligioso e intercultural é um aspecto missionário relevante na ação pastoral da irmã missionária scalabriniana. Ela reconhece e respeita a identidade religiosa e cultural dos migrantes e as “sementes do Verbo” presentes em todos os povos e religiões. Ao mesmo tempo promove espaços de comunicação e de encontro religioso e cultural entre as várias culturas.   

Is 66,18-20
Mt 24,31
RMi 56-57
UUS 28-40
VC 100-102
PdC 40
EMCC 9.69
VD 117

     

126

As irmãs scalabrinianas assumem serviços de animação e coordenação da pastoral dos migrantes nos diversos âmbitos eclesiais, suscitando uma efetiva colaboração e articulação de ações que visam a acolhida, a promoção integral e a defesa da fé do migrante, ajudando a Igreja e os migrantes a viver a missionariedade e a catolicidade.

At 13,2-5
RMi 52
EMCC 80.84

     

127

As irmãs que exercem atividades na pastoral social, com projetos de inclusão social e eclesial, manifestam o amor misericordioso de Deus, fazem uma leitura das migrações na ótica da fé e ajudam a amadurecer a união em Deus, por Jesus Cristo, de todas as pessoas de boa vontade.

Is 65,16-25
PdC 36
EMCC 89
VD 100

     

128

Os serviços prestados pelas irmãs nos Centros de Atendimento, promovem a participação dos migrantes na sociedade de acolhida, preservam o seu patrimônio cultural e religioso, defendem a sua dignidade e os seus direitos humanos, em vista do Reino de Deus, que é justiça e amor.

Gn 18,1-15
Lc 10,29-37
MD 28-30
EMCC 43

     

129

No cumprimento ao mandato missionário de Jesus Cristo: "Ide e ensinai" e ao ideal de Scalabrini de fazer da catequese o alicerce de toda ação apostólica, as irmãs priorizam a catequese no serviço aos migrantes, respeitando os seus valores culturais e religiosos e ajudando-os a compreender, no plano da fé, a sua situação de povo a caminho, para que possam dar sua resposta pessoal ao plano de Deus.

Ex 33,1-6
Mt 28,19
Gl 1,11-24
RMi 31
VC 81
CT 15.24.65
EMCC 50.100

     

130

A catequese, tendo como fundamento a Palavra de Deus e marcada pela especificidade migratória, de povo peregrino na fé e na esperança, explicita o mistério da salvação na sua dimensão global: preparação, realização plena em Jesus Cristo e continuação na Igreja.

1Pe 3,15
Hb 4,12-13;
CIC 4-7.426-429
CT 5-9. 18-27
EMCC 41.101
VD 74

     
131

A Congregação assume a educação como um meio para realizar a sua missão, que possibi­lita ao ser humano um crescimento harmônico em todas as dimensões e o capacita a dar sua resposta consciente e livre, como filho de Deus, ao projeto do Pai sobre si e sobre o mundo.

Dt 30,15-20
Rm 12,7
RMi 69b
VC 96
PdC 39

     
132

As escolas scalabrinianas se caracterizam como espaço privilegiado de evangelização, adotam a pedagogia de Jesus Cristo e como filosofia própria os princípios evangélicos, as diretrizes da Igreja católica e da Congregação. 

Lc 24,13-35
VC 97
VD 111

     
133

A proposta educativa prioriza os valores scalabrinianos. Favorece a formação integral do ser humano e a sua integração no contexto sócio-cultural, capacitando-o a viver relações fraternas e a ser construtor de uma sociedade justa e solidária.

Pr 22,6
1Sm 12,13
EMCC 9

     
134

A proposta pedagógica das escolas scalabrinianas visa formar nos alunos a consciência sobre a realidade das migrações, para que possam dar sua contribuição em favor dos migrantes e se sintam corresponsáveis na edificação da cidadania universal.  

Mt 7,28-29

     
135

A Congregação assume a saúde como importante forma para realizar a sua missão no atendimento ao migrante. Adota como princípio de ação o cuidado ao doente, a exemplo de Jesus Cristo que, por onde passava, curava as enfermidades em vista do anúncio do Reino.

Mt 4,23-25; 25,36
VC 83
PdC 38
VD 106

     
136

As irmãs que atuam na pastoral da saúde ajudam o doente a descobrir que na sua condição participa, de modo particular, do sofrimento redentor de Cristo para a salvação do mundo.

Is 53,3-4
Mt 8,1-17
Tg 5,13-15
GS 18
VC 129
PdC 27.38

     
137 A irmã habilitada profissionalmente no atendimento aos doentes expressa, como característica própria do seu ministério, a bondade e o amor de Deus, sendo promotora de vida e de esperança. Respeita o doente nas limitadas condições em que se encontra, o atende nas suas necessidades e o conforta sobretudo, nos momentos de sofrimento mais intenso. Estende sua ação também aos familiares, incentivando-os a colaborarem com o doente para a sua recuperação.

Eclo 30,15-16
Jo 10,10
VC 129
PdC 27.38

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